terça-feira, 24 de outubro de 2017

As Competências não têm sexo…




Apesar dos muitos e variados esforços para a eliminação das desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres, continuam a persistir estereótipos de que existem profissões mais talhadas para homens e para mulheres. As estatísticas disponíveis são claras e demonstram que existe uma clara sub-representação das mulheres em profissões técnicas (engenharias, tecnologias, forças militarizadas, segurança, etc), bem como algo semelhante da parte dos homens nas profissões dos cuidados e na área social (assistentes sociais, educadores infantis, etc.).



Tendo em conta este cenário e sabendo que estas escolhas começam a ser feitas bem cedo em contexto escolar, o Município de Vila Verde apresentou ao Agrupamento de Escolas de Prado o desafio de assinalar o Dia Municipal para a Igualdade, 24 de outubro.

 

Promovida pelo GAAG (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família) realizou-se uma sessão que contou com dois ilustres convidados que, numa conversa franca e informal e com a moderação da Tatiana Mendes (UMAR) e da Alexandrina Cerqueira (CMVV) abordaram a temática do dia, responderam às questões pertinentes dos alunos, prestaram o seu testemunho de vida e de como lutaram pela sua realização pessoal e profissional.

Os convidados foram Joana Barbosa, que é piloto de ralis, que compete no Campeonato Nacional de Ralis, tendo participado neste ano no Rally de Portugal e Mário Ferreira, que presta apoio aos utentes do Centro Social Vale do Homem/Lar das Termas e que nos fez um detalhado retrato do seu quotidiano de cuidador sensibilizando também os mais novos para a necessidade de atender aos mais frágeis e idosos.




 

Nesta sessão esteve presente o Diretor do Agrupamento, professor José António Peixoto e participaram cerca de 85 alunos (do 4ºano do CE de Prado e de uma turma do 6ºano) e 12 adultos entre professores e técnicos especializados, da Escola e do CLDS 3G de Vila Verde.


A mensagem a reter é que a igualdade é possível, que é um desafio de todos e cabe--nos a nós, todos, olhar para o Mundo, demonstrando a estas crianças e jovens que são capazes de concretizar as suas aspirações e que, quem os rodeia, deve permitir que exerçam esse direito de escolha.


Esta sessão foi um contributo para o desenvolvimento do espírito crítico e interventivo dos nossos alunos, demonstrando que o determinismo social não é uma inevitabilidade, temos o livre arbítrio de fazer as nossas escolhas, de acordo com as nossas apetências, sem estarmos condicionados pelo facto de sermos meninos ou meninas.


O nosso imenso agradecimento a todos os convidados e participantes,  pelo entusiasmo e pertinência dos vossos contributos e prometemos continuar a investir neste tema até a igualdade deixar de ser só uma utopia e passar a ser uma realidade.





 GAAF


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