sexta-feira, 3 de julho de 2015

Habitat for Humanity no JI de Oleiros...

"Uma agradável surpresa"

No dia 1 de julho uma equipa de voluntários canadianos da Habitat for Humanity visitou o nosso jardim de Infância e brindou-nos com presentes e muita brincadeira...

Habitat for Humanity Portugal (ONG)

Organização sem fins lucrativos cujo objectivo é a erradicação da pobreza habitacional e está em Portugal, na cidade de Braga, desde 1996 .

Notícia do Facebook :
Ontem celebrou-se o dia do Canadá e deu-se a feliz coincidência de termos uma equipa de voluntários da Habitat Canada no projecto de Prado – Vila Verde.
Para tornar o dia ainda mais especial, esta equipa fez uma visita à escola pré-primária de Oleiros, onde conviveu com os alunos.
   São também estas experiências que tornam o programa Global Village único!


As educadoras

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mais do que preparar para o futuro, no pré-escolar é preciso dar valor à criança em si mesma.

Teresa Sarmento: “Importa pôr os meninos a pensar” 

Mais do que preparar para o futuro, no pré-escolar é preciso dar valor à criança em si mesma.



Mostrou um vídeo onde um grupo de crianças do pré-escolar fazia uma simulação da sua ida à Lua. Um passo gigante para as educadoras e os pais envolvidos na tarefa. Fatos de astronautas, cenários lunares. Até um foguetão a descolar em contagem regressiva. Bem visível no ecrã de um computador. Orientadora de estágios em educação de infância e docente na Universidade do Minho, Teresa Sarmento surpreendeu a audiência de um congresso onde se falava da escola do futuro ao dar visibilidade ao trabalho que se faz – e que entende deve ser feito - no pré-escolar. 

Começou a carreira como educadora de infância na década de 80 e, desde então, testemunhou muitas mudanças na forma como se olha para as idades dos zero aos seis. “Quando fiz o meu curso, entre 1975 e 1978, só havia um livro de Francesco de Bartolomeis, traduzido em português, sobre a educação de infância enquanto processo.” Defende que o poder para a inovação, neste nível de ensino, não é apanágio exclusivo dos recém-chegados à profissão. Às estagiárias recorda algo que já vem escrito em muitos livros. Mas que a sociedade parece não estar ainda plenamente apta a fazer: “Faz com que cada criança tenha uma vida de grandes experiências significativas.” Em entrevista ao EDUCARE.PT, Teresa Sarmento recorda aos adultos a importância de ser criança. 

EDUCARE.PT (E): Cresce a ideia de que é no pré-escolar que se incutem as competências necessárias para o futuro…
Teresa Sarmento (TS): Desde que estejamos de acordo sobre quais são essas competências… No jardim de infância importa pôr os meninos a pensar. 

E: E ensinar a ler e a escrever?
TS: O 1.º ciclo define-se, em termos gerais, pela aquisição da leitura e da escrita. Porque haveríamos de fazer isso antes? As crianças gostam, e não lhes faz mal, aos 4 ou 5 anos de saber escrever o nome. Mas não há interesse no ensino explícito da escrita e da leitura. Até porque não vai avançar em nada. Quando esses conhecimentos já vêm do jardim de infância, se não há uma continuidade de trabalho, os primeiros tempos na escola são de absoluta desilusão.

E: Como vê a falta de creches dos 0 aos 3 anos?
TS: Há alguma demissão do Estado face a estas idades. As creches são muito caras. O ratio adulto criança é, necessariamente, baixo e o número de horas que as crianças passam nas instituições é mais elevado nessas idades. O Estado escuda-se na defesa de que cabe às famílias educar os seus filhos, mas não dá resposta sobre como isso é possível nas condições atuais. Com o número elevado de horas de trabalho que em Portugal se fazem, sobretudo entre as mulheres, quando em comparação com outros países. E, portanto, tem de haver aqui compatibilidades. Ou seja, o Estado devia apoiar a criação de creches porque há uma falha muito grande e, ao mesmo tempo, investir em políticas de família permitindo um tempo mais prolongado de acompanhamento das crianças. 

E: O que é preciso mudar? 
TS: O Ministério da Educação e Ciência não tem responsabilidade com as crianças dos 0 aos 3 anos, por isso, há uma falta de política educativa, bem como de apoio às famílias. É preciso uma conjugação entre educação, família e trabalho que permita que as crianças tenham o acompanhamento adequado. Também não acho que a melhor solução seja sempre estar na creche das 8h às 20h. Tem de haver uma política articulada que garanta às crianças as oportunidades de crescerem em parte do seu tempo em família. Isto implica uma política que garanta a oportunidade de as famílias se organizarem de forma a terem parte do seu tempo para se dedicarem às crianças.

E: O que lhe ocorre quando ouve governantes dizer que é preciso aumentar a natalidade...
TS: Vindos da governação, esses apelos são um contrassenso. Dizem isso mas depois não arranjam formas de garantir que os jovens possam ter filhos. Ainda antes de haver equipamentos de apoio às crianças, faltam às famílias condições de estabilidade laboral.  

E: A infância já não é vista como uma passagem para a idade adulta.
TS: Houve um reconhecimento que as crianças são seres humanos com capacidade de aprendizagem e de intervenção. Descobriu-se a importância dos 0 aos 6 anos em muitos âmbitos. Pensava-se que havia uma idade a partir da qual cada pessoa era aprendente. A evolução das ciências provou que não. Na pedagogia, a Escola Nova veio realçar a pertinência de se atender e entender a criança como um ser em desenvolvimento e em interação. Mas a própria designação de pré-escolar continua ligada à ideia de passagem. E, em muitos setores, a infância ainda é vista como uma fase necessária para se chegar a outra que ‘supostamente’ é mais importante. 

E:“Viver com as crianças na idade em que elas estão.” É algo que defende. Quer precisar o que significa?
TS: Com as pressões sobre os jardins de infância e as educadoras, e analisando as políticas gerais e o pensamento dos nossos governantes, há muito essa ideia de que é necessário preparar as crianças para serem adultas. Ignora-se o valor da criança em si mesma. Permanece a visão da criança como capital humano para produzir, ligada às teorias e às práticas neoliberais. Por isso, é urgente olhar para a criança como um ser humano numa fase específica da vida. E até mudar conceitos, falar em educação de infância em vez de educação pré-escolar. 

E: É muito crítica do modo como o tempo das crianças está organizado e diz que elas estão demasiado ocupadas...
TS: Há todo um domínio muito grande sobre a criança. Que desde logo começa com a pressão de se tirar um bebé da cama para ir para a creche. O tempo é demasiado regulado pela vida do adulto. E mesmo nos espaços que, em princípio, são da criança, como o jardim de infância, há uma regulação muito estrita. Aceito que tenha de haver uma certa rotina pedagógica para o funcionamento das instituições. Mas uma parte do tempo tem de ser usado livremente pelas crianças. Para que elas possam brincar como queiram. Não pode haver uma organização rígida, nem sempre tutelada, que impeça as crianças de terem os seus momentos de liberdade.

E: Os adultos esquecem-se que as crianças têm o direito às suas escolhas?
TS: Esquecem-se muito, até pelas complicações que têm nas suas vidas. E que geram uma colisão de direitos e, sobretudo, de condições de vida entre os adultos e as crianças. 

E: Recentemente, esteve em São Tomé e no Brasil. O que importava desses países para Portugal? 
TS: De São Tomé traria a elevada taxa de natalidade. Há tantas crianças que a média por sala em jardim de infância é na ordem das 60. Em Portugal o máximo são 25, mas atualmente já há muitas salas sem crianças. Não têm as condições que as nossas crianças têm. Mas, por exemplo, são muito mais autónomas, porque a adversidade assim as obriga. 
No Brasil, os profissionais que trabalham com a infância conseguem ligar muito as questões pedagógicas às políticas e sociais. Os educadores em Portugal fazem uma análise das condições pedagógicas mais fechada na escola. Temos de aprender alguma coisa com os brasileiros e criar um sentido de educação que seja mais aberto.  

E: Vale a pena investir na carreira de educador de infância?
TS: Em termos económicos não. Há imensas educadoras formadas sem emprego. Prolongou-se muito a idade da reforma. Antes destas mudanças uma educadora com 55 anos estava reformada, o que permitia a entrada de gente nova. Atualmente, a permanência na profissão prolongou-se por mais 11 anos. Uma diferença muito grande. Por outro lado, em termos de satisfação pessoal, a profissão de educadora é muito enriquecedora. Quem trabalha com crianças tem outra forma de estar, outro bem-estar psicológico, ainda que seja uma profissão muito cansativa. 

E: A educadora deve ser uma quase mãe?
TS: Acho que sim. A questão dos afetos é fundamental. A criança deve sentir na educadora uma proximidade afetiva grande, uma segurança, uma estabilidade, um carinho, um mimo. Tudo isso, sem esquecer o carácter profissional, faz parte da educação de infância. Até porque gostar de crianças não é suficiente. A educadora tem de saber como potenciar oportunidades para o seu desenvolvimento.
  
E: Que conselho dá às suas alunas quando vão estagiar...
TS: Entende o estágio como um compromisso forte e uma responsabilidade muito grande. E, no que depender de ti, faz com que cada criança tenha uma vida de grandes experiências significativas.

domingo, 14 de junho de 2015

Prémio Turma + de 2013-2014


 O dia estava cinzento mas a curiosidade, o entusiasmo e a alegria reinavam entre os alunos convidados a participar nesta atividade que premiava as turmas vencedoras do TURMA + no ano letivo anterior.
Chegamos à praia da Azurara em Vila do Conde e a 1ª surpresa do dia esperava os alunos : Uma aula de surf com professores da Escola surfinviladoconde também com experiências de Stand up Paddle.

Mais alguma informação sobre estas atividades:

O surf é um desporto aquático que consiste em deslizar sobre as ondas do mar com uma prancha, efetuando simultaneamente, diversas manobras com diferentes graus de dificuldade.
Este desporto, que é muito popular em todo o mundo, pratica-se em pranchas que, em média, pesam entre 3 a 7 kg (existem outras mais e menos pesadas, mas a tendência do mercado é fabricá-las cada vez mais leves) e medem entre 1,6 a 3,7 metros. . As pranchas são ligeiramente côncavas, dotadas de uma espécie de barbatana que funciona como estabilizador e podem atingir velocidades na ordem dos 55 quilómetros por hora.
Os surfistas deitam-se na prancha e com os braços dão impulso para ganhar velocidade. A determinada altura colocam-se em pé em cima da prancha e deslizam sobre o mar, na crista das ondas, enquanto efetuam manobras. É possível surfar com onda de apenas trinta centímetros de altura, mas quanto maiores forem mais velocidade se ganha.
O surf teve origem na Oceânia e desenvolveu-se principalmente no Hawai, onde os nobres desta região se deslocavam em longas pranchas de madeira em algumas cerimónias religiosas. A atividade estava reservada aos mais poderosos da sociedade que assim mantinham a forma e demonstravam a sua superioridade sobre os súbditos. O explorador inglês James Cook chegou à região em 1778 e foi o primeiro ocidental a contactar com esta atividade, numa altura em que as pranchas pesavam cerca de 68 quilos. Foram encontrados registos de atividades relacionadas com o surf datados do século XVI.
A tradição quase desapareceu em 1821, devido à oposição dos missionários europeus, que consideravam esta atividade como uma forma imoral de divertimento. No entanto, em 1905, o havaiano Duke Kahanamoku, campeão olímpico de natação, contribuiu decisivamente para o ressurgimento da tradição. Duke e os seus amigos passavam os dias no mar de Waikiki a praticar surf. Nesta altura a influência dos missionários já era menor o que permitiu o retomar de certas tradições locais. Paralelamente, nos Estados Unidos da América, um californiano chamado Henry Huntington pediu ao havaiano de origem irlandesa, George Freeth, para fazer uma demonstração de surf na praia norte-americana de Redondo. Daqui em diante a modalidade desenvolveu-se bastante nesta região dos Estados Unidos da América.
Passou a ser mais conhecido nos anos 20 e, a partir de 1930, surgiram pranchas mais leves, de madeira de balsa, que permitiram a popularização deste desporto, tendência que se acentuou, em meados da década de 50. Nesta época as pranchas de madeira pesada começaram a ser substituídas por outras mais leves, feitas de fibra de vidro, que permitiam fazer outro tipo de manobras.
Foi nas décadas de 50 e 60 que o surf se impôs em todo o mundo como um desporto e atividade recreativa, começaram a aparecer nesta altura os primeiros surfistas profissionais.
O primeiro campeonato mundial amador teve lugar em 1964 e o primeiro de nível profissional decorreu seis anos mais tarde, dando origem a um circuito mundial que tem lugar durante todo o ano em praias de diversos continentes.
O surf é um desporto muito popular nas costas do Hawai e Califórnia (Estados Unidos da América), Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Brasil, Grã-Bretanha, assim como em Portugal, onde se desenvolveu bastante a partir de meados da década de 80.

 
Recentemente, já neste mês a seleção portuguesa de surf sagrou-se vice-campeã do Mundo, premiados com medalha de prata.

Classificações Individuais dos Membros da Seleção Nacional de Surf Open:

- 2º           Nicolau von Rupp
- 13º         Miguel Blanco
- 13º         Vasco Ribeiro
- 25º         José Ferreira
- 9º           Teresa Bonvalot
- 25º         Camilla Kemp

O Stand Up Paddle ou SUP  como é mais conhecido, é a modalidade aquática do momento, pois é fácil de aprender, boa para todas as idades, adaptável a varios  planos de água e um excelente treino físico!
Com origem nas ilhas havaianas, o Stand Up Paddle (SUP), uma forma de surf no qual o atleta fica em pé na prancha e usa o remo para se mover na água, é um desporto que vem conquistando cada vez mais adeptos pois a sua  prática é uma excelente opção de condicionamento físico, que fortalece braços e pernas, além de melhorar o equilíbrio e a concentração.
   


Depois de convenientemente equipados foi a vez de preparar o necessário material.
Informações básicas sobre segurança e um breve mas eficaz aquecimento para a atividade.

Surfing não in USA mas in Vila do Conde...
Dentro de água houve de tudo, mergulhos involuntários, momentos para conversar, momentos para "pensar na vidinha", etc...
Vejam só o estilo...
Treinando a paciência, à espera das ondas...
Entusiasmo e alegria bem patentes nas expressões destes alunos...
Está quase...


Algumas das nossas sereias...




As dicas dos professores foram fundamentais para o sucesso dos praticantes...
Quem era o atleta ????                        

Que show...





Houve quem não quisesse sair da sua zona de conforto e experimentar... ficaram-se pela aventura de ficar a ver...
Hora de "abastecer "e recuperar energia...
Como a manhã foi longa, o almoço foi "apressado" pois tínhamos novo compromisso para as 14.30 h  no Porto.

 

Passamos quase diretamente do mar para o céu... fomos visitar o Planetário do Porto.


O Planetário do Porto reabriu ao público neste mês de junho, com um novo sistema de projecção digital e a cúpula, em que se projecta o Universo, renovada.
A principal novidade passa pelo sistema de “projecção em toda a cúpula, dando uma volta de 360º, e os visitantes podem escolher entre  três sessões. Uma, designada “O Vítor á descoberta do Sistema Solar”, é dedicada ao público infantil. A segunda, centrada na temática dos telescópios, destina-se ao público juvenil, enquanto a terceira  dedicada ao público em geral: será uma sessão multidisciplinar, “uma verdadeira história da vida”.
O Planetário do Porto pretende continuar a atrair visitantes, para despertar o “bichinho pela ciência” que há em cada pessoa. Acolhe 93 pessoas sob uma cúpula de 12.5m de diâmetro, onde se pode assistir a sessões com a duração típica de 40 minutos, seguidas de debate e esclarecimentos com um astrónomo que faz as "honras da casa".
O Planetário possui um auditório com capacidade para 60 lugares, um bar e uma loja onde se podem adquirir livros e vários artigos relacionados com o fantástico mundo da Astronomia. Tem como principais objectivos apoiar e promover a Astronomia, nomeadamente: a investigação científica, a formação ao nível pós-graduado e universitário, a organização de conferências, cursos e seminários, o ensino da Astronomia ao nível não universitário (ensino básico e secundário) e a divulgação da ciência e promoção da cultura científica.. 
Este era o antigo projetor ...
 A entrada para o mundo mágico da Aventura e da descoberta...
 
O nosso grupo assistiu à sessão  O Espantoso Telescópio  cuja sinopse é a seguinte:
Enquanto participam numa sessão de observação de céu noturno, dois estudantes adolescentes aprendem como o telescópio contribuiu para compreendermos o lugar que ocupamos no espaço e de que forma os telescópios continuam a expandir o nosso conhecimento acerca do Universo. Eles conversam com uma astrónoma que os esclarece acerca da história do telescópio, como estes instrumentos funcionam e como os astrónomos os utilizam para explorar os mistérios do universo.  Enquanto observam através do telescópio, os estudantes, em conjunto com os visitantes do planetário, aprendem acerca das descobertas de Galileu, Huygens, Newton, Hubble e outros.
Um local com muita informação e conhecimento à disposição...
Para mais tarde recordar...
Todo este dia de  aventura foi possível graças ao apoio financeiro da Associação de Pais da EB 2,3, da Direção do Agrupamento e da CM de Vila Verde que  cedeu o transporte.

Juntos e em colaboração com o GAAF (Gabinete de Apoio ao aluno e à Família) quiseram  premiar as turmas que no ano de 2013-2014 venceram o concurso Turma + do ano, no 2º e no 3ºciclos, com uma "aventura" aliando o desafio ao conhecimento, o mar ao céu, a adrenalina à sensação de ter o céu à distância de uma mão, contribuindo assim para uma cada vez melhor formação dos nossos alunos.
 

A avaliação realizada pelos alunos sobre este dia foi francamente positiva e desejamos que estas imagens e informações sirvam para motivar e inspirar outros alunos e turmas para se aplicarem, alcançarem bons resultados, participarem na vida da escola e lutarem pelo titulo de turma + do ano.



Prometemos já, para o ano haverá mais aventura, mas será diferente...confiem em nós para vos preparar um programa desafiante e atrativo ...

                                                                                                      Equipa GAAF / FOC