terça-feira, 28 de março de 2017

# REFUGIADOS




Esta iniciativa foi  dinamizada pelos Departamentos de Línguas e de  Ciências Humanas e Sociais e pelo GAAF e teve por oradoras Tânia Neves, da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) e Sofia Alves, voluntária de um campo de refugiados, que partilhou o testemunho dessa missão em Lesbos.



Sessão com todos os alunos do 8ºano

 Sessão aberta à Comunidade 


Depois de uma pequena introdução do nosso Subdirector , Prof. Luís Martins, que referiu como missão do Agrupamento que os nossos alunos tivessem não só nível 5 na pauta mas também no coração, valorizando a necessidade da escola educar também para a cidadania, para o Desenvolvimento, para a Paz e para os Direitos Humanos, a Tânia Neves fez uma pequena introdução "apresentando" a PAR e o trabalho desenvolvido.




 
 PAR é uma plataforma que foi criada em Agosto de 2015 e hoje reúne mais de 300 associações/instituições e cerca de 7000 voluntários.
Relativamente à sua ação diária falou-nos de dois  programas, o PAR Famílias, que acolhe e auxilia já 107 famílias em Portugal e o PAR linha da frente que presta apoio na Grécia, em Lesbos e em Atenas e referiu o lema "cuidar da espera, construir a paz" como o principal objetivo dessa ação.

Falamos depois da capacidade de nos incomodarmos, de nos comovermos com o que se passa à nossa volta, pois  é isso  que nos traz  humanidade. Se o sofrimento dos outros não nos toca é porque não sabemos, não sentimos que cada Homem é um Homem, tão Homem como nós e essa é uma questão fundamental. Lembrou também que o medo da diferença tem muitos nomes, o ódio é um deles e nasce na indiferença. É quando o outro deixa de ser outro como nós,  que tudo passa a ser possível, até o ódio.


A Tânia fez depois um enquadramento histórico e politico da atual situação deixando em aberto o futuro, especialmente da Europa...
Como quererá a Europa ser lembrada? Como um território que copiou os maus exemplos e fechou fronteiras ou o Continente que soube ser o exemplo que o Mundo precisa?  Uma Europa que salva ou uma Europa que deixa morrer?
 

De forma  a esclarecer a audiência explicitou ainda alguns conceitos como o que é ser refugiado, o seu estatuto, deveres e direitos inerentes e espelhou a situação atual da Europa , no que diz respeito a migrações e a refugiados  (números, destinos de origem, fluxos migratórios,etc), deixando ainda algumas pistas sobre como cada um de nós poderá ajudar, se assim pretender...

 
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A Sofia Alves partilhou depois connosco a sua experiência em Lesbos (Grécia), com imagens "fortes" e testemunhos inquietantes, assumindo o lema da PAR "vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar" e convocando cada um de nós também para a ação.  
 






Enquanto educadores e formadores temos uma especial missão, a de combater a ignorância que alimenta o medo, a de aprender e ensinar a "filtrar" a informação que nos chega sobretudo via internet e redes sociais e que é muito fácil de partilhar,  sem se conferir a fonte ou verificar a veracidade dos factos. 


Em momentos críticos, em que circula muita informação e contra-informação, devemos "parar, escutar, ver, pensar" e depois sim,  tirar conclusões. 
Poderemos assim ultrapassar o  medo rumo à coragem de acolher... 
Coragem serena,  de quem não se deixa manipular por campanhas xenófobas, coragem determinada de quem, sabendo que existem sempre riscos se mobiliza pelos valores da hospitalidade, coragem persistente,  de quem sabe que o desafio do acolher de refugiados exige resiliência, gestão de expetativas e capacidade de construir pontes,  em vez de muros.



Foi uma enorme honra contar com a presença e os conhecimentos das nossas convidadas e perceber como é possível empenhar-se e envolver-se "de alma e coração" numa missão tão exigente e altruísta. 


Em nome de todo o Agrupamento, muito obrigado pelo vosso exemplo e dedicação...

GAAF





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