segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Convidamos as nossas educadoras e docentes do 1ª Ciclo a serem OUSAD@S


 “Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado” . “Menos currículo, mais aluno”. Menos isolamento, mais partilha. O diretor do Departamento da Educação da OCDE, Andreas Schleicher, diz que é preciso reorganizar a aprendizagem, com "ousadia".


  Limitar a educação à transmissão de conhecimento académico é correr o risco de estupidificar os alunos, reduzindo-os à competição com os computadores, ao invés de focar em características humanas fundamentais que permitem que a educação fique à frente dos progressos tecnológicos e sociais. Pensar sobre a verdade, domínio do conhecimento humano e da aprendizagem; sobre o belo, domínio da criatividade, da estética e do design; sobre o bem, domínio da ética; o justo, domínio da vida política e cívica; o sustentável, domínio da saúde da natureza e física. São apenas alguns exemplos.

As competências sociais e emocionais que nos ajudam a viver e trabalhar juntos são cada vez mais importantes para o sucesso no trabalho e na vida. Essas são as competências necessárias para definir metas, trabalhar em equipa e gerir emoções. Desempenham um papel essencial em todas as fases da vida. Juntamente com as capacidades cognitivas e de aprendizagem, é importante que os alunos desenvolvam fortes competências sociais e emocionais, que os vão ajudar a equilibrar e definir a sua personalidade. Isto pode incluir traços de caráter como perseverança, empatia, resiliência, “mindfulness”, ética, coragem ou liderança.       
11 de Fevereiro Marlene Carriço


   In   




Partilhando esta visão da educação já nos dias de hoje, o GAAF / PES promoverá no próximo dia 24 de Fevereiro uma sessão de formação sobre 

Mindfulness para crianças e jovens

tendo como Destinatários os Professores (1º Ciclo) e Educadores.


Esta sessão será realizada na EB de Prado (sala 17) das 17 às 20 horas (3 horas de formação) e as formadoras serão as Enfermeiras Sílvia Pereira e Filipa Barbosa da UCC de Vila Verde – Saúde Escolar.
                                                                                             

Informações Complementares: 
Uma Escola para Ser


É na Escola que a maioria das pessoas aprende a ler e a escrever; aprende Matemática, Geografia, História, Inglês, Francês e outros porquês. A Escola dedica grande parte do seu trabalho no ensino, aprendizagem e avaliação de todos estes conteúdos cognitivos. Foca-se no SABER e no FAZER. Dirige-se para o resultado: SABE ou NÃO SABE.
Para conseguirmos que cada criança e cada adulto consiga desenvolver todo o seu potencial na Escola e na Vida, para além de repensarmos o modo como transmitimos o SABER e o FAZER, temos que dedicar mais atenção ao SER.

Nos últimos anos, além deste foco na aprendizagem de conteúdos cognitivos, cada vez mais atenção tem sido dedicada ao desenvolvimento da inteligência social e emocional dos alunos, como aliado nos processos de aprendizagem, de equilíbrio emocional e bem-estar. Cada vez mais Escolas sentem necessidade de ter ferramentas para trabalhar não só o SABER e o FAZER mas também o SER.
Ser feliz, Ser consciente, Ser responsável, Ser autêntico, Ser criativo, Ser empreendedor, Ser equilibrado, Ser autónomo …. e tantos outros Ser.
Os Programas de Mindfulness para Escolas contribuem para preparar o terreno para que todos estes SER possam crescer e desabrochar dentro de cada aluno, de cada professor, de cada pai/mãe.

Com a prática de Mindfulness nas Escolas trabalhamos a capacidade de foco/atenção. Quantas vezes pedimos aos alunos para prestar atenção? Quantas vezes dedicamos um momento para mostrar como se faz? Nas sessões de mindfulness na sala de aula, os alunos treinam o seu "músculo da atenção": ouvir o som do sino do início ao fim; prestar atenção às sensações do corpo. Ao longo do Programa de Mindfulness estas práticas vão sendo interiorizadas e integradas no dia-a-dia das crianças, dando-lhes uma maior consciência do seu foco, dos seus padrões de pensamento e uma maior presença nas experiências que vive no agora. Ser autor.
A prática de mindfulness contribui também para reduzir os níveis de stress e melhorar a capacidade de regulação emocional. Reduzir o stress nas escolas é fundamental para criar ambientes favoráveis à aprendizagem. Se estamos nervosos ou agitados o nosso cérebro não pode aprender novos conteúdos em aceder à informação que já tem armazenada. Entra em modo automático reagindo às situações de forma impulsiva. Com a prática de mindfulness vamos criar um espaço entre a situação desafiante que estamos a viver para, em vez de reagirmos, respondermos à situação de forma consciente.
Abre-se o caminho para uma maior conexão entre a experiência interna e externa. Ser autêntico.

O Programa de mindfulness trabalha também valores como a generosidade e a gratidão. Estudos revelam que este tipo de práticas contribuem para o nosso bem-estar e felicidade e para o bem-estar e felicidade do que nos rodeia. São, sem dúvida, ingredientes indispensáveis para pessoas mais empáticas, cooperantes. Ser feliz. Não é o que todos queremos?



GAAF / PES

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