“Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro
e não para o nosso passado” . “Menos currículo, mais aluno”. Menos isolamento,
mais partilha. O diretor do Departamento da Educação da OCDE, Andreas
Schleicher, diz que é preciso reorganizar a aprendizagem, com
"ousadia".
Limitar a educação à transmissão de
conhecimento académico é correr o risco de estupidificar os alunos,
reduzindo-os à competição com os computadores, ao invés de focar em
características humanas fundamentais que permitem que a educação fique à frente
dos progressos tecnológicos e sociais. Pensar sobre a verdade, domínio do
conhecimento humano e da aprendizagem; sobre o belo, domínio da criatividade,
da estética e do design; sobre o bem, domínio da ética; o justo, domínio da
vida política e cívica; o sustentável, domínio da saúde da natureza e física.
São apenas alguns exemplos.

As
competências sociais e emocionais que nos ajudam a viver e trabalhar juntos são
cada vez mais importantes para o sucesso no trabalho e na vida. Essas são as
competências necessárias para definir metas, trabalhar em equipa e gerir
emoções. Desempenham um papel essencial em todas as fases da vida. Juntamente
com as capacidades cognitivas e de aprendizagem, é importante que os alunos
desenvolvam fortes competências sociais e emocionais, que os vão ajudar a
equilibrar e definir a sua personalidade. Isto pode incluir traços de caráter
como perseverança, empatia, resiliência, “mindfulness”, ética, coragem ou
liderança. …
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| 11 de Fevereiro Marlene Carriço |
In
Partilhando esta visão da educação já nos dias de
hoje, o GAAF / PES promoverá no próximo dia 24 de Fevereiro uma sessão
de formação sobre
Mindfulness para crianças e jovens,
tendo como
Destinatários os Professores (1º Ciclo) e Educadores.
Esta sessão será realizada na EB de Prado (sala 17)
das 17 às 20 horas (3 horas de formação) e as formadoras serão as Enfermeiras
Sílvia Pereira e Filipa Barbosa da UCC de Vila Verde – Saúde Escolar.
Informações
Complementares:
Uma Escola para Ser
É na Escola que a maioria das
pessoas aprende a ler e a escrever; aprende Matemática, Geografia,
História, Inglês, Francês e outros porquês. A Escola dedica grande parte do seu
trabalho no ensino, aprendizagem e avaliação de todos estes conteúdos
cognitivos. Foca-se no SABER e no FAZER. Dirige-se para o resultado: SABE
ou NÃO SABE.
Para conseguirmos que cada criança
e cada adulto consiga desenvolver todo o seu potencial na
Escola e na Vida, para além de repensarmos o modo como transmitimos o
SABER e o FAZER, temos que dedicar mais atenção ao SER.
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Nos últimos anos, além deste foco na aprendizagem de conteúdos cognitivos,
cada vez mais atenção tem sido dedicada ao desenvolvimento da inteligência
social e emocional dos alunos, como aliado nos processos de aprendizagem,
de equilíbrio emocional e bem-estar. Cada vez mais Escolas sentem necessidade
de ter ferramentas para trabalhar não só o SABER e o FAZER mas também o SER.
Ser feliz, Ser consciente,
Ser responsável, Ser autêntico, Ser criativo, Ser empreendedor, Ser
equilibrado, Ser autónomo …. e tantos outros Ser.
Os Programas de
Mindfulness para Escolas contribuem para preparar o terreno para que
todos estes SER possam crescer e desabrochar dentro de cada aluno, de cada
professor, de cada pai/mãe.
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Com a prática de Mindfulness nas Escolas trabalhamos a capacidade de
foco/atenção. Quantas vezes pedimos aos alunos para prestar atenção?
Quantas vezes dedicamos um momento para mostrar como se faz? Nas sessões de
mindfulness na sala de aula, os alunos treinam o seu "músculo da
atenção": ouvir o som do sino do início ao fim; prestar atenção às
sensações do corpo. Ao longo do Programa de Mindfulness estas práticas
vão sendo interiorizadas e integradas no dia-a-dia das crianças, dando-lhes uma
maior consciência do seu foco, dos seus padrões de pensamento e
uma maior presença nas experiências que vive no agora. Ser autor.
A prática de mindfulness
contribui também para reduzir os níveis de stress e melhorar a
capacidade de regulação emocional. Reduzir o stress nas escolas é
fundamental para criar ambientes favoráveis à aprendizagem. Se estamos nervosos
ou agitados o nosso cérebro não pode aprender novos conteúdos em aceder à
informação que já tem armazenada. Entra em modo automático reagindo às
situações de forma impulsiva. Com a prática de mindfulness vamos criar um
espaço entre a situação desafiante que estamos a viver para, em vez de
reagirmos, respondermos à situação de forma consciente.
Abre-se o caminho para uma maior
conexão entre a experiência interna e externa. Ser autêntico.
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O Programa de mindfulness trabalha também valores como a generosidade e a
gratidão. Estudos revelam que este tipo de práticas contribuem para o nosso
bem-estar e felicidade e para o bem-estar e felicidade do que nos rodeia.
São, sem dúvida, ingredientes indispensáveis para pessoas mais empáticas,
cooperantes. Ser feliz. Não é o que todos queremos?
GAAF / PES